sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Assembleia Extraordinária 20/09/2011

Dia: 20-09-2011 (Terça-feira)
Horário: 14 horas
Local: Teatro do Campus Dom Bosco

Pauta:


1 - Informes de greve
2 - Outros

Um comentário:

  1. “Durante todo o período em que os servidores permaneceram parados, o governo negou-se a estabelecer uma mesa de negociação enquanto a categoria não retornasse ao trabalho”. (Segundo Léia Oliveira, Coordenadora-geral da Fasubra/ Federação dos Sindicatos das Universidades Brasileiras).
    Este foi o cenário vivido nestes cem dias de enfrentamento pelos técnicos administrativos das Universidades Federais. Além da tentativa de julgar ilegal a greve, feita pela AGU, alegando agir em defesa da educação, “Afirma que a paralização dos servidores colocaria em risco o pleno cumprimento da missão das Universidades Federais, porquanto resultaria em transtornos de diversas naturezas”... exigindo percentuais de servidores trabalhando acima do que normalmente é feito na iniciativa privada, ou seja, 30% da força de trabalho na CLT e 50% para os servidores federais, os sindicatos foram ameaçados com a cobrança de multa diária de R$ 50.000,00 se não cumprissem a decisão. A greve, como é sabido, é a ultima etapa de um processo de confronto de forças, ferramenta que só é usada quando as negociações falham ou emperram, é legal e constitucional o seu uso, previsto na Carta Magna, por isso o estranhamento dos rumos que o governo tomou.
    Se o real interesse era a defesa da educação brasileira, melhor seria começar pela valorização de seus trabalhadores, que atualmente se desdobram para dar conta das ampliações de vagas que acontecem em todas as escolas deste País, trabalham, vestem a camisa e se qualificam para melhor atenderem a comunidade acadêmica. Não existir no orçamento um percentual, pelo menos de recomposição da inflação, é um lamentável descaso com a categoria e o pior ainda, foi conceder algum ganho para os docentes e nada para os técnicos, alargando ainda mais o fosso entre estes trabalhadores da educação, dividindo quem deveriam unir em prol de um País melhor e mais justo. Assim como a Universidade é baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão, as pessoas que a constroem no dia- a- dia são os docentes, discentes e técnicos, inseparáveis atores de uma mesma peça, todos em busca de um pouco de sol.


    Salazar.

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