O ministro Fernando Haddad participou em 09/09 do programa radiofônico semanal da EBC, o "Bom Dia, Ministro", que tem formato de entrevista coletiva, organizada com a participação de comunicadores de emissoras de rádio de todo o País, que utilizam a oportunidade para abordar os temas do governo federal sob o ponto de vista regional ou mesmo local.
Sobre a greve dos técnicos o Ministro assim se manifestou:
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, só aproveitando a pergunta que o Luciano fez, agora há pouco, que ele falou sobre o acompanhamento das obras, a gente sabe que a greve dos funcionários das universidades está prejudicando muitas coisas: matrícula, expedição de diplomas, bibliotecas, restaurantes universitários. A pergunta é a seguinte: essa grave também pode interferir na expansão das universidades, dos institutos federais?
Sobre a greve dos técnicos o Ministro assim se manifestou:
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, só aproveitando a pergunta que o Luciano fez, agora há pouco, que ele falou sobre o acompanhamento das obras, a gente sabe que a greve dos funcionários das universidades está prejudicando muitas coisas: matrícula, expedição de diplomas, bibliotecas, restaurantes universitários. A pergunta é a seguinte: essa grave também pode interferir na expansão das universidades, dos institutos federais?
MINISTRO FERNANDO HADDAD: Olha, Kátia, eu lamento muito o que ocorreu, porque o Ministério da Educação fez todos os esforços, todos os esforços... Eu, pessoalmente, me envolvi junto à categoria, e nós fizemos todos os esforços para que os técnicos não abandonassem a mesa de negociação. Todos os esforços. Mandamos cartas...
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: O senhor recebeu eles, inclusive.
MINISTRO FERNANDO HADDAD: Recebi inúmeras vezes, sem audiência marcada, recebi a qualquer hora. E você veja que os professores, que não romperam a negociação, saíram com um acordo, saíram com um acordo, e um acordo é melhor do que uma boa briga, do que uma briga, sempre é melhor que uma briga. E saíram com um acordo e com um horizonte de negociação para, em março de 2012, refazer esse acordo e aproximar a carreira docente da carreira de ciência e tecnologia. Eu não consegui o mesmo resultado com os técnicos. Apesar dos apelos que foram feitos... Eu recebi, várias vezes; pedi, encarecidamente, que não abandonassem as negociações, que não entrassem em greve até 31 de agosto, que era a data limite para o envio de um PL de salários, de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, e não fui atendido. É um direito da categoria, é uma estratégia da categoria. Eu penso que foi um equívoco, sobretudo se nós observarmos o que aconteceu com os docentes: os dois sindicatos assinaram um acordo com o Ministério do Planejamento. Então, eu quero dizer que eu, realmente, entendo que o Ministério fez... E a própria categoria reconhece que o Ministério da Educação fez todo o esforço para que a negociação não fosse rompida e nós tivéssemos um acordo com os técnicos como tivemos com os docentes. Há uma decisão judicial que obriga 50% da força de trabalho a atuar, a trabalhar, e isso não está sendo cumprido em algumas universidades, e isso está prejudicando o andamento dos trabalhos. Ou seja, você, além de romper negociações, sair da mesa de negociação, você ainda descumpre uma decisão judicial? Não me parece, esse, um bom caminho. E eu quero, aqui, de público, dizer que eu continuo na luta para que os técnicos voltem à negociação, que nós restabeleçamos a mesa, agora voltada para 2013. Perdemos a oportunidade de fazer um acordo para 2012. Podemos iniciar, imediatamente, uma mesa de negociação. Eu não vejo razão... Não faltou empenho do governo. Olha, eu posso te atestar: não faltou empenho do governo para selar um acordo. E o caso dos docentes demonstra isso. E, muito menos, faltou empenho pessoal e institucional do Ministério da Educação.
MINISTRO FERNANDO HADDAD: Veja bem, Kátia, na verdade, o que nós estamos querendo é impedir a privatização. Você veja que, recentemente, a oposição impediu a votação da medida provisória, e, agora, tramita como projeto de lei em regime de urgência. Qual era o projeto que estava em curso nos estados governados pela oposição? A privatização de leitos para os planos de saúde. Você vê que, recentemente, a Justiça impediu a privatização de leitos para planos de saúde. Vinte e cinco por cento de leitos dos hospitais públicos estavam sendo privatizados, a Justiça é que impediu. Senão, nós teríamos perdido esses leitos do SUS. Eram leitos do SUS que estavam sendo vinculados para planos de saúde. A Justiça impediu isso. O que a empresa prevê? Que 100% dos leitos tem que ser vinculados ao SUS. É o contrário da privatização. É a vinculação, efetiva, por lei, de todos os leitos ao SUS e à gestão pela empresa pública, por uma empresa pública. Então, são dois modelos concorrentes: um modelo é de OS com privatização de leitos e o outro modelo é a empresa pública 100% SUS. Veja que são dois modelos concorrentes, e o segundo, que é o que o governo federal propõe, impede a privatização. Justamente, impede a privatização da saúde. Então, vai na contramão do que estava sendo feito aqui e ali. Está certo?
Sobre a EBSERH e os HU's assim se manifestou o ministro:
APRESENTADORA KÁTIA SARTÓRIO: Ministro, mudando um pouquinho de assunto, eu queria tratar com o senhor sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, aquela que está tramitando no Congresso. Era uma medida provisória; depois, agora, é um projeto de lei. A pergunta é: com essa empresa, os hospitais universitários vão ser privatizados?
Ouça a entrevista na íntegra no link: http://www.ebcservicos.ebc.com.br/programas/bom-dia-ministro/arquivos/ouvir?prog=09-09-11-bom-dia-ministro-fernando-hadadd-educacao.mp3
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