sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Governo deu sinal de vida e marcou reunião com a FASUBRA para o dia 06/08

Ofício nº 378/2012/CGNES/SRT/MP


Brasília, 02 de agosto de 2012.

Aos Dirigentes da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores nas Universidades brasileiras - FASUBRA




Prezados (as) Senhores (as),


1. Vimos por meio deste, convocar para reunião que será realizada no dia 06 de agosto de 2012 às 17h, na Secretaria de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Bloco “C”, sala 01.


2. Solicitamos a confirmação do recebimento deste ofício e indicação dos nomes que se farão presentes na reunião supra citada.



Atenciosamente,



EDINA MARIA ROCHA LIMA
Coordenadora - Geral de Negociação e
Relações Sindicais – CGNES/SRT

quarta-feira, 25 de julho de 2012

MOÇÃO DE APOIO À GREVE

O Conselho Universitário da UFSJ, usando de suas atribuições, por meio desta moção, expressa seu apoio aos docentes e técnicos administrativos das instituições federais de ensino e aos seus respectivos sindicatos de classe. Considerando a necessidade de reflexão sobre políticas públicas que aprimorem essas instituições, patrimônio social construído ao longo da história da República brasileira, e que garantam a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão, e a autonomia universitária, o Conselho:      1. reconhece como justos os motivos apresentados para a deflagração da greve das categorias;
       2. manifesta sua preocupação com a lentidão das negociações com os docentes e a falta de negociação com os técnicos administrativos;
        3. defende a rapidez na construção de um acordo consensual entre as partes.

Desta forma, o Conselho Universitário reafirma o respeito ao direito à greve dos servidores públicos civis em geral, assegurado na Constituição, pelo que dispõe o artigo 37, inciso VII.


São João del-Rei, 23 de julho de 2012


Valéria Heloísa Kemp
Presidente do Conselho Universitário
Universidade Federal de São João del-Rei

terça-feira, 24 de julho de 2012

A greve nas universidades vai continuar

Já se vai mais de um mês da greve dos trabalhadores técnico-administrativos das universidades, mas, no geral, essa parece ser uma greve invisível, porque, na mídia, quando os jornalistas falam em greve nas universidades, se referem no mais das vezes aos professores. Isso, em verdade, não se configura novidade, pois, desde sempre, a hierarquia nas universidades tende a colocar o trabalho dos técnicos sempre em segundo plano, como se esse contingente de pessoas atuasse apenas numa atividade meio, não fazendo muita diferença no resultado do trabalho educativo.  

Há um filme de produção estadunidense que mostra explicitamente como é usual esta relação complicada entre os técnicos e os professores. É o “Quase deuses”, que conta a história da inusitada parceria entre um faxineiro da Universidade Johns Hopkins e um médico professor/pesquisador, que busca descobrir novas técnicas para a cirurgia do coração. O faxineiro Thomas, um homem simples e negro, é exímio inventor de ferramentas que começa a operar corações junto com o professor, conseguindo criar novas técnicas cirúrgicas e ferramentas que fazem a pesquisa avançar e tornam o professor famoso. Há uma cena paradigmática na qual o fotógrafo/jornalista chama todos os dirigentes da universidade para posar para a foto da matéria que anunciará as novidades científicas descobertas ali. O pesquisador vai, todo vaidoso, e vê, ao longe, o faxineiro, que na verdade é o real inventor da técnica. Ele se cala, segue para a foto e não o chama, não anuncia a sua façanha, não o inclui na vitória que, de fato, é do trabalhador. 

Esta atitude do professor não é isolada num mundo em que as relações de trabalho impostas pelo sistema de produção de mercadorias, como é o capitalista, são vistas de forma separada. Desde Immanuel Kant que o mundo moderno inaugura a separação radical entre o que seja trabalho manual e trabalho intelectual. E essa visão kantiana é a que domina na sociedade capitalista, o que faz com que na divisão de trabalho do mundo universitário apareça como absolutamente natural que um técnico seja considerado inferior ao docente. No contexto ali desenhado, apenas o docente estaria realmente vinculado à atividade fim proposta pela universidade.

A relação trabalho manual x trabalho intelectual

Pois é justamente essa verdade moderna que o economista Alfred Sohn Rethel procura desconstruir ao apresentar uma teoria materialista do conhecimento em contraposição à visão kantiana. Segundo ele, Marx já havia anunciado que na fase mais elevada da sociedade comunista haveria de desaparecer a subordinação servil dos indivíduos a divisão do trabalho e, com ela, a antítese entre o trabalho intelectual e o trabalho manual. Esta antítese, insiste Marx, existe em todas as sociedades baseadas na divisão de classes e na exploração econômica, sendo, inclusive, um dos ingredientes do fenômeno da alienação no qual se baseia a exploração. Daí não ser nenhuma novidade que esta tensão se explicite na universidade, também um espaço de poder, de divisão do trabalho e de exploração.

Mas, Sohn Rethel também observa que na sociedade capitalista os considerados “trabalhadores intelectuais” não são os máximos beneficiários do sistema e sim os servos do domínio,  logo, não deveriam vangloriar-se disso. Para o pensador francês a superação do capitalismo é elemento fundamental para a mudança destas relações, que pode libertar tantos uns como outros. Kant dizia que a divisão entre mãos e mente é uma necessidade transcendental, já Sohn Rethel afirma que ela é apenas fruto da sociedade produtora de mercadoria. Assim, os antagonismos de classe que engendra a produção de mercadorias na sociedade burguesa – e a produção de conhecimento está entre elas – está intimamente ligada as formas de divisão entre mente e mão.

Sohn Rethel discute o tema do ponto de vista formal, assim como Kant, mas numa outra perspectiva. Ele mostra como num ato cotidiano de compra e venda de uma mercadoria existe um momento x em que tanto quem compra como quem vende está envolvido em uma abstração (um ato intelectual). É o momento em que se efetua o intercâmbio propriamente dito, este espaço de tempo em que alguém busca algo para seu uso e outro estabelece um valor de troca, fazendo-se assim a transação. Assim, a abstração não é uma coisa exclusiva da mente – como queria Kant – mas aparece no dia a dia da vida real, tem origem nos atos concretos. Sohn Rethel insiste que assim como os conceitos de ciência natural são abstrações-pensamentos, o conceito econômico do valor é uma abstração real. É certo que ele existe só no pensamento, mas não brota dele. Sua natureza é social. Não são os homens que produzem estas abstrações e sim as suas ações, o que fecha com o conceito de que é o ser social que determina a consciência.

Assim, se para Kant estava certo que existia uma separação radical entre mente e mão, e Hegel conferia ao Espírito a primazia e o domínio sobre o manual, Marx desorganiza tudo isso relacionando com o tempo, compreendendo que isso muda na história. Logo, não há como determinar antecipadamente as formas do manual e do intelectual. Por isso que a sociedade sem classes proposta por Marx só pode existir se houver uma unidade concreta entre o trabalho manual e o intelectual, sem a primazia de um sobre o outro, que é o que, em última instância provoca toda essa lógica de dominação tão bem engendrada dentro da universidade, assim como em qualquer outro setor do mundo capitalista.

Assim, aceitando-se as teses de Sohn Rethel e de Karl Marx, todo esse processo de dominação, servidão, opressão e inferiorização do outro que é o caldo cultural vivido na universidade só poderá ser superado quando os trabalhadores compreenderem a ideologia que está embutida na divisão do trabalho e a superarem. Para isso, os técnicos-adminsitrativos, que hoje são os que estão submetidos a essa opressão, devem enfrentar o debate intelectual com mais preparo, compreendendo que para mudar esse estado de coisas há que mudar também a forma de organizar a vida. Não só na universidade, mas na sociedade. Isso é um pouco o que se faz na greve, mas, no cotidiano da vida, quando tudo volta ao normal, isso volta a se perder.

A luta de sempre

O certo é que tanto os técnicos – desde aquele que abre a porta para o aluno entrar até o pós-doutor que dirige pesquisa – como os professores constroem o saber dentro da universidade. Muitas vezes, não tanto como deveria, mas o fazem juntos, seja nos erros como nos acertos. Daí que falar em greve na universidade é perceber essas duas pernas da estrutura. 

O governo federal, da forma como age em relação aos movimentos, só faz fortalecer a ideia de divisão e inferioridade. Apesar de manter uma atitude dura na negociação com os trabalhadores, tem recebido os professores e até já apresentou uma proposta – ruim, é verdade. Mas, para os técnicos, o que há é o silêncio. Para manter a aura de “companheiros” alguns dirigentes chamam a Fasubra (Federação dos Sindicatos das Universidades Brasileiras) para conversar. Mas é só conversa mesmo. Nada de negociação. Quem manda é o Planejamento e a ministra já falou no bom som do colonialismo mental: “Não podemos ir à contramão da Europa que hoje está cortando salários”. Ou seja, completamente perdida da realidade mundial, ela apenas quer copiar a Europa, sem se importar se a conjuntura de lá é muito diferente daqui. Nos países centrais a crise está rugindo. Aqui ela ainda não chegou com força. O Brasil está em ascendência econômica, crescendo cada dia mais. Dinheiro não é coisa que falta. No orçamento brasileiro, segundo dados do próprio governo, 54,9% está sendo direcionado para pagamento e amortização da dívida pública, enquanto que para o pagamento de trabalhadores públicos são utilizados parcos 9,85%. Ora, os números são luminosos. Toda a prioridade para banqueiros. Ao povo, as batatas.  

Na última semana os trabalhadores públicos foram à Brasília e fizeram um acampamento. Muita mobilização, barulho e incomodação para o governo. Até o Ministério do Planejamento foi ocupado, causando tensão. Mas, ainda não foi o suficiente para fazer cócegas na ministra europeizada. Talvez ela esteja esperando para ver quais as próximas ações da primeira ministra de ferro da Alemanha, para então decidir como copiá-la. 

Enquanto isso, o semestre letivo que deveria iniciar agora no fim de julho já começa a ter problemas. Não há como fazer matrícula, tudo está parado. Esta tem sido uma mobilização muito significativa de professores e técnicos. Mas, ao que parece o governo federal está se lixando para a educação dos jovens brasileiros. Qualidade, criação intelectual, pensamento crítico, é coisa que só atrapalha governos tíbios, daí que quanto menos gente capaz de pensar, melhor. Não é sem razão que as greves nas universidades se arrastam por meses. Não é como uma greve nos transportes que em dois ou três dias se resolve. A educação não é produtiva.  

O governo é pródigo em divulgar números utilizados para pagamento de trabalhadores, falam em alguns bilhões (de 6 a 9) e mostram tabelas que aos olhos das gentes que assistem à televisão soam como absurdas. “Dinheiro demais para os servidores públicos”. Mas a mesma mídia e o mesmo governo não mostram os números e as tabelas dos valores que enviam para os bancos, mais de 500 bilhões todo o ano. 

E assim vão os trabalhadores na árdua luta contra o capital. Pois o patrão estatal é apenas formal. O embate que se trava numa greve da educação, é o velho embate contra o capital, pois é com ele que se disputam as verbas. Enquanto o governo continuar optando por servir ao “diabo” (a dívida), o atendimento ao povo através dos serviços públicos continuará ruim e isso não pode ser imputado a uma massa de trabalhadores que desde os terríveis anos de FHC vem amargando arrocho salarial e falta de perspectivas na carreira. Cada vez mais os governos, desde FHC, Lula e agora Dilma, vêm atuando na lógica de definir algumas carreiras estratégicas no serviço público e essas não tem a ver com educação, saúde, previdência ou outras que digam respeito imediato à população. Não. As carreiras estratégicas são as do judiciário e da receita federal, espaços estratégicos de recolhimento de dinheiro e de respaldo jurídico. 

E é por causa disso que a luta deve continuar!

FONTE: http://eteia.blogspot.com.br/2012/07/a-greve-nas-universidades-vai-continuar.html

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

DIREÇÃO NACIONAL DA FASUBRA REÚNE-SE PELA PRIMEIRA VEZ APÓS GREVE

O encontro ocorreu na sede da Federação e teve por objetivo repassar informes, debater estratégias de reunião com o Ministério da Educação, Andifes e parlamento; tratar da edição de emendas ao Orçamento de 2012, discutir acerca da tramitação do PL 79/2011 que trata da EBSERH; definir indicações para a ISP; além de avaliar a conjuntura nacional e analisar o balanço financeiro da Federação. Também entraram em debate o calendário de realização de plenárias, de atividades dos grupos de trabalho e de reuniões com o Governo Federal. Outro assunto foi a definição das datas de realização do XXI Congresso da FASUBRA.  
Texto: ASCOM FASUBRA

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Desdobramentos da greve...

FASUBRA e Ministério da Educação reuniram-se na manhã desta terça-feira (18), para discutir os desdobramentos da greve, principalmente quanto ao reajuste salarial. O encontro ocorreu na sede do ministério e contou com a presença do ministro Fernando Haddad e o secretário de Ensino Superior, Luiz Cláudio Costa, além de representantes da Direção Nacional da FASUBRA.

Na ocasião a Federação reafirmou a necessidade de reajustar o piso da tabela do Plano de Cargos e Carreiras dos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE), com vistas ao Orçamento de 2012. Também foram tratadas questões relativas à destinação de bolsas de mestrado e doutorado para a categoria, a partir da Capes; autonomia universitária (eleição par reitor, financiamento para programa de capacitação, instalação de GT-Terceirização) e construção de agenda e metodologia de funcionamento da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira.

Outros temas abordados foram: realização de concurso público, Reuni, jornada de trabalho dos médicos, ponto eletrônico e relatório da CNSC.

Texto: ASCOM FASUBRA

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CONSU/UFSJ: Moção de Apoio à retirada imediata da Ação Judicial impetrada pela Advogacia Geral da União (AGU) junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)


O Conselho Universitário da UFSJ, usando de suas atribuições, através desta moção expressa seu apoio aos servidores técnicos-administrativos das universidades federais e aos seus respectivos sindicatos de classe. Neste sentido, o Conselho:

1. Reafirma entender justas as reivindicações apresentadas durante a greve da categoria; e
 
2. Considera descabidas as medidas de judicialização do movimento, por parte do governo.

O respeito ao direito à greve do segmento e dos servidores públicos em geral, assegurado na Constituição, requer o diálogo e a negociação entre as partes sem imposições intimidatórias. Tanto é assim que, desde a restauração da democracia, nenhum governo havia se negado a receber funcionários em greve.

Este Conselho considera necessário, portanto, que a arguição de ilegalidade da greve, embaraçosa para todos, seja revista e que a liminar judicial, protocolada pela AGU contra os sindicatos dos trabalhadores das universidades públicas, seja retirada do STJ/Superior Tribunal de Justiça o mais rapidamente possível.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

TAEs da UFSJ retomam atividades na próxima quinta-feira (29/09)

A assembleia dos técnicos administrativos em educação da UFSJ referendou hoje a decisão do Comando Nacional de Greve e definiu o retorno ao trabalho para a próxima quinta-feira, 29/09.

O Comando Local de Greve foi transformado em Comando de Mobilização e será responsável por divulgar o calendário nacional de paralisações (será realizada uma ou duas paralisações por mes em todas universidades do país).

As paralisações durarão até fevereiro de 2012 quando termina o calendário de negociação salarial para 2013.

A luta continua!!!!